Questão Q14739

Ver mais questões
Ano: 2025Instituição: OBECONClasse: Nível 2Matéria: EconomiaAssunto: Economia aberta, câmbio e comércio internacional, Macroeconomia

Socorram os cafeicultores!

O Convênio de Taubaté, firmado em 1906, foi um acordo entre os três maiores estados produtores de café do Brasil durante a Velha República que propôs políticas econômicas para proteger os cafeicultores na iminência de um episódio de superprodução. Leia o seguinte excerto sobre o tema dando atenção aos trechos destacados.

Assinale a alternativa correta sobre o acordo e sua relação com a taxa de câmbio:

  • A

    Um aumento do preço do café em moeda estrangeira iria aumentar o valor total exportado e, consequentemente, apreciar a taxa de câmbio. A valorização da moeda doméstica, por sua vez, ameaçaria a renda dos cafeicultores em mil-réis, sendo necessária uma política de desvalorização da moeda doméstica para que o aumento inicial na renda se mantivesse por completo.

  • B

    O mecanismo de fixação do preço do café em moeda estrangeira garantia uma proteção dos cafeicultores a oscilações no mercado de câmbio. Nesse sentido, mesmo que a moeda doméstica se valorizasse frente às moedas estrangeiras, sua renda em mil-réis continuaria a mesma, tudo o mais constante.

  • C

    A estabilização do mil-réis, realizada pelo Banco Central do Brasil, assegurava que a moeda doméstica não iria se desvalorizar frente a moedas estrangeiras como a libra e o dólar americano. A eliminação desse risco abria possibilidade somente para apreciação do câmbio, beneficiando não só os cafeicultores, mas os exportadores em geral.

  • D

    Caso o preço do café em moeda estrangeira diminuísse, ultrapassando o preço mínimo fixado, o café ficaria mais barato, aumentando a demanda pelo produto e o lucro dos cafeicultores. No entanto, caso o preço superasse esse limite, o governo interviria no mercado, comprando as sacas excedentes.

  • E

    Durante a Velha República, a taxa de câmbio existia em regime fixo, sendo inteiramente controlada pelo governo. Os cafeicultores utilizavam sua alta influência na política para pressionar o governo a manter a moeda doméstica apreciada frente às moedas estrangeiras.