Questão Q14230
Ver mais questõesLeia a fábula A coruja e a águia, de Monteiro Lobato (com algumas modificações):
Uma coruja e uma águia, depois de muita briga, resolveram fazer as pazes.
— Basta de guerra — disse a coruja. — O mundo é grande, e tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes uma da outra.
— Perfeitamente — respondeu a águia. — Também eu não quero outra coisa.
— Nesse caso, combinemos isto: de agora em diante você não comerá nunca os meus filhotes.
— Muito bem. Mas como posso distinguir os seus filhotes?
— Coisa fácil. Sempre que você encontrar uns borrachos lindos, bem-feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma graça especial que não existe em filhote de nenhuma outra ave, já sabe, são os meus.
— Está feito! — concluiu a águia.
Dias depois, andando à caça, a águia encontrou um ninho com três monstrengos dentro, que piavam de bico muito aberto.
Horríveis bichos! — disse ela. — Vê-se logo que não são os filhos da coruja.
E comeu-os.
Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar à toca, a triste mãe chorou amargamente o desastre e foi justar contas com a rainha das aves.
— Quê? — disse esta, admirada. — Eram seus filhos aqueles monstrenguinhos? Pois olha, não se pareciam nada com o retrato que você me fez deles.
Qual dos ditados populares abaixo mais combina com a maneira como a coruja falou de seus filhotes?
- AQuando a promessa é muita, até santo desconfia.
- BPalavra é prata, silêncio é ouro.
- CCada macaco no seu galho.
- DQuem o feio ama, bonito lhe parece.