Questão Q3893
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Na Papelaria Criativa, o Sr. Mendes estava ensinando sua neta, Alice, a organizar o estoque de volta às aulas. Alice percebeu algo curioso nas prateleiras:
— Vovô, por que as borrachas vêm em pacotinhos de 10, mas os lápis de cor vêm em caixas de 12? Não seria mais fácil se tudo fosse 10?
O Sr. Mendes sorriu e pegou uma caixa de lápis.
— O número 10 é ótimo para contar e calcular o troco, Alice, porque nosso sistema numérico foi inspirado nos dedos das mãos. Por isso o chamamos de Sistema Decimal. Mas para dividir coisas físicas, o 10 é um pouco "egoísta".
Ele abriu a caixa de 12 lápis.
— Imagine que você quer dividir esta caixa igualmente entre você e duas amigas. Se forem 12 lápis, cada uma ganha 4 e não sobra nada. Mas se fossem 10 lápis?
— Cada uma ganharia 3 e sobraria um... — calculou Alice. — E daria briga!
— Exatamente! — disse o avô. — O número 12, que chamamos de dúzia, é o "rei da partilha". Ele aceita divisões exatas por 2, 3, 4 e 6. O número 10 só aceita por 2 e 5. Por isso, vendemos ovos e lápis em dúzias.
Alice olhou para a etiqueta de preço da caixa: "R$ 15,00".
— E esses números que a gente escreve, vovô? O 1, o 5, o 0... Quem inventou?
— Ah, essa é uma viagem longa — explicou Sr. Mendes. — Muitas pessoas acham que foram os árabes, mas eles apenas transportaram a ideia. Quem inventou esses símbolos foram os matemáticos da Índia Antiga.
— Então devíamos chamar de "Números Indianos"? — perguntou ela.
— Quase isso. O nome oficial é Sistema de Numeração Indo-Arábico. "Indo" pela criação na Índia, e "Arábico" pela divulgação feita pelos mercadores árabes. É uma parceria histórica que funciona até hoje na etiqueta da nossa loja.